domingo, 30 de maio de 2010

O acaso

O vôo desesperado de um pássaro que se libertou das opressões causadas pelo cárcere imposto pelos instruídos, apoiado pelo cifrão da moeda.
O vôo que abriu os túneis dos chips humanos, ampliando a visão, em busca da veracidade em que a podridão opera, como abutres em banquetes planejados.
A gaiola que engaiola sonhos de quem sonha, o sonho quase "real".
Tarde já é, o crepúsculo é visível, o perigo é real, mais um sonho que não se realiza.
Sonho de vida, vida fácil vivida, convivida é o mais difícil, o almejo de algo da estória do ser, apagado ao acaso.
O grito do fundo da alma, não ouvido, tomando lugar o choro silencioso, onde as lágrimas apagam os sonhos de vida.

(Veronese)

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